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Projeto Fênix tem reconhecimento Nacional

  • Publicado em 20/10/2010

Autor: Emerson Rogério

O Município de Santa Carmem foi destaque nacional, na revista do CONASEMS (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde), na Edição de junho/julho 2010.

                O Projeto Fênix foi considerado um trabalho de criatividade e talento. O mesmo foi escolhido no Congresso do CONASEMS “Feira aqui tem SUS”, em Gramado-RS, representado pela Secretária de Saúde Angela Ticiana Rotilli Coelho (In Memoriam).

                “Este trabalho é orgulho para a saúde do Município, pois mostra que a prevenção em saúde vem ganhando espaço e relevância entre a população. Um projeto simples, de baixo custo, porém de muita dedicação e grandes resultados”, relata a Secretária Municipal de Saúde Luiza Merlin Maziero.

                A Secretaria de Saúde parabeniza as Agentes Comunitárias de Saúde por todo empenho e carinho pelo projeto, pois desta forma é que hoje o “Fênix” não é mais um projeto e sim uma parte no calendário do ESF Maicon Monteiro de Castro.

               

O Projeto Fênix

                O projeto nasceu da observação das próprias agentes comunitárias de saúde, que começaram a identificar sintomas característicos do climatério, sobre tudo traços de depressão, entre mulheres acima dos 38 anos. Com o objetivo de intervir junto a esse grupo específico visando à melhoria da quantidade de vida dessas mulheres, as agentes de saúde planejaram estratégias de atuação.

                A intenção era de elevar a auto-estima delas, proporcionar um maior prazer na vida. Diminuir os índices de depressão e repassar informações até então desconhecidas sobre o climatério. O Projeto se voltou atendendo 30 mulheres, das seis áreas cobertas pelas visitas domiciliares no município, entre os meses de abril e junho de 2009.

                Foi criado um grupo que se reunia semanalmente, durante 45 minutos, cujos critérios de inclusão eram ter mais de 38 anos e apresentar os sintomas característicos do climatério. Inicialmente, houve uma coleta de dados, em que as mulheres registraram, além de dados pessoais e de medidas corporais, os tipos de sintomas de quem eram acometidas. O que permitiu mensurar o grau de depressão e o nível de comprometimento da qualidade de vida por conta dos sintomas do climatério (ondas de calor, diminuição da libido, insônia, ansiedade, suor noturno, ressecamento vaginal etc.).

                “Como forma de amenizar esses sintomas, as mulheres começaram a receber uma farinha composta de soja, gergelim e linhaça, bem como passaram a ser orientadas a fazer alguma atividade física com acompanhamento de uma fisioterapeuta”, conta a psicóloga Angela Ticiana Rotilli Coelho, Secretária de Saúde do Município.

                Ao fim do projeto, foi aplicado um novo questionário para verificar as mudanças ocorridas no período. Verificou-se que 90% das mulheres melhoraram a auto-estima e 85% conseguiram reduzir os sintomas de estresse. Com relação ao corpo, 83,3% delas perderam peso e 90% diminuíram a circunferência abdominal.

                Também se observou uma melhora no quadro de depressão entre elas. No inicio do projeto 12 mulheres estavam no nível normal, 14 com depressão leve e 4 no nível severo. Ao fim do trabalho, 19 estavam normais, 8 com depressão leve e 3 com nível severo.

                Para as idealizadoras do projeto, mais que resultados positivos comprovados pelas estatísticas, os relatos das mulheres dimensionaram mais fielmente o sucesso da iniciativa. Elas deram testemunhos que revelaram melhora da auto-estima, da feminilidade, do vigor físico e da plenitude sexual, sem contar a satisfação por saber mais sobre assuntos específicos relativos a um relevante momento da vida de toda mulher “o climatério.

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